Painel: Dados Abertos, Tecnologias Livres e Ciência Aberta e Cidadã

  • avatar Nelson Pretto
    professor (e ativista) da faculdade de educação da UFBA. Secretário Regional da
  • avatar Paulo Meirelles
    Sem informações
  • avatar Rafael Pezzi
    Professor no Instituto de Física da UFRGS e coordenador do Centro de Tecnologia Acadêmica, na mesma instituição.
  • avatar RUALDO MENEGAT
    Professor Associado do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia, Geólogo, Mestre em Geociências e Doutor em Ciências. Coordenador Geral do Atlas Ambiental de Porto Alegre. Coordenador do projeto de implantação de Laboratórios de Inteligência Urbana em Porto Alegre.
  • avatar Tel Amiel
    Pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) na UNICAMP e coordenador da Cátedra UNESCO em Educação Aberta. Membro do Coletivo Revoada (Campinas).
Este painel reúne especialistas em métodos científicos inovadores para refletir sobre dados abertos, infraestrutura para ciência colaborativa, instrumentação científica aberta, dados abertos e tecnologias sociais para habitação em áreas de risco geológico. Após as colocações promoveremos discussões entre os painelistas e o público.

Apresentaremos a infraestrutura técnica desenvolvida e aplicada no Instituto de Física da UFRGS, especificamente i) como foi realizada a migração para plataformas livres em áreas de ensino de graduação, pós-graduação e pesquisa e ii) o desenvolvimento de uma bancada de código aberto, composta por máquinas de fabricação digital como impressoras 3D e outras máquinas de controle numérico computadorizado (CNCs) para materializar instrumentos científicos a partir de representações digitais.

Em uma perspectiva de dados abertos e software livre, veremos como estes são o caminho natural para uma pesquisa em computação que promove reprodutibilidade dos resultados e facilita evolução da pesquisa por outros pesquisadores. Adicionalmente, comentaremos como governos podem gerir os dados governamentais como ativos públicos, promovendo o uso de software livre para cidadania e democracia.

Para ilustração de ciência cidadã, será apresentado o caso onde populações habitam encostas íngremes de morros onde há riscos de deslizamentos. As respostas mais comuns sugerem a remoção de tais populações. Todas as remoções indicadas talvez necessitem de mais de um século para serem realizadas. Isso significa que a vida das pessoas continuarão sob risco e sem a possibilidade de melhoria no futuro próximo. Aplicando conceitos de ciência aberta e cidadã, é possível estabelecer estratégias construtivas que possam adaptar as habitações de encostas. Tal estratégia envolve o desenvolvimento de tecnologias sociais e de informação das condições geológicas, meteorológicas e de risco dos terrenos, como será exposto na situação concreta do Morro da Cruz em Porto Alegre.